Criptomoedas: como começar a investir

bitcoin é uma das criptomoedas

Olá Velotaxers, tubo bem? Essa semana trazemos mais um “como começar”, dessa vez focado em criptomoedas. Elaboramos um guia básico para você que deseja investir em criptomoedas, mas ainda tem dúvidas sobre como fazer isso na prática.

O artigo de hoje tem o intuito de te ajudar a tomar decisões seguras e desmistificar um pouco desse mundo das criptos.

Então mais uma vez, vamos lá!

criptomoedas

Afinal o que são criptomoedas?

As criptomoedas são ativos virtuais, protegidos por criptografia e muito difíceis que se falsificar.

Muitas, mas nem todas, possuem uma quantidade finita de unidades, o que as tornam atrativas e com potencial de valorização no longo-prazo, como o Bitcoin.

Na atualidade existem centenas de criptomoedas, sendo a mais conhecida o Bitcoin, mas há também Altcoins (Ether, Ripple, Litecoin, entre outros) e Tokens (Chiliz, Binance Coin, Chainlink, entre outros). 

Cada criptomoeda funciona baseado em um conjunto de regras próprias, definidas pelos seus criadores e desenvolvedores, e elas funcionam em cima de redes descentralizadas, chamadas blockchain.

O que é uma Blockchain?

Em tradução livre, blockchain é uma cadeia de blocos de informações que são então conectados.

À medida que novos dados chegam, eles são inseridos em um novo bloco. Uma vez que o bloco é preenchido com dados, ele é encadeado no bloco anterior, o que faz com que os dados sejam linkados em ordem cronológica.

Em blockchains públicas, toda a transação realizada é divulgada para a rede, e somente será aceita após um complexo sistema de validação e de uma espécie de consenso da maioria dos participantes dessa rede. 

O processo de validação pode acontecer em vários lugares do mundo e todos eles são operados por indivíduos ou grupos de pessoas separados, justamente por ser uma rede descentralizada. Cada operador possui computadores para atuar, que são chamados de nós.

Se um usuário adulterar o registro de transações, todos os outros nós farão referência cruzada uns aos outros e facilmente identificarão o nó com as informações incorretas.

Este sistema descentralizado ajuda a estabelecer uma ordem exata, transparente e, por consequência, segura dos eventos.

Para o Bitcoin, esta informação é uma lista de transações, mas também é possível para uma blockchain conter uma variedade de informações, como contratos legais, identificações de estado ou inventário de produtos de uma empresa, etc.

A plataforma de blockchain mais comum hoje é a Ethereum, mas existem outras como Cardano, Solana, Avalanche, etc.

O que é o Token?

Dentro do universo de investimentos, token é o registro de um ativo em formato digital. Os tokens são criados em blockchains existentes.

O token representa um ativo real, por exemplo, um título precatório, ou uma quantia de ouro, pode ser livremente transacionado entre seus usuários, sem possibilidade de intervenção pelo emissor.

Então podemos definir que os tokens são uma classe de criptoativo dependente de outras criptomoedas. Deste modo, aproveitam os benefícios de segurança, transparência e flexibilidade nas transferências.

Do que se trata o NFT – Non-fungible Token

Já definimos no item anterior que tokens são representações de um ativo real. Já o NFT pode ser tratado como um tipo diferente de token que possui uma característica especial: ele é não fungível, ou seja, é um token único, exclusivo e não pode ser reproduzido ou copiado.

Na economia, os ativos denominados fungíveis são os que podem ser trocados sem qualquer alteração em seu valor, como por exemplo uma nota de R$ 100, trocada por duas de R$ 50,00, ou mesmo uma criptomoeda trocado pelo seu valor em reais.

Já o NFT possui um valor único, tal como uma obra de arte. Essa tecnologia é utilizada para vender produtos digitais autorais como imagens, músicas, vídeos, filmes, mensagens de redes sociais e até os memes da internet, que muitas vezes são extremamente famosos.

Por isso, quando falamos em NFT, obrigatoriamente se trata de um token que autentica um produto digital e garante que ele é único, tornando-se assim uma espécie de selo de propriedade sobre o ativo.

Onde eu encontro criptomoedas?

Agora que você já sabe o que são criptomoedas e tokens, vamos falar um pouco sobre a parte prática.

É possível comprar cotas de fundos de criptomoedas, negociá-las diretamente em uma corretora especializada – exchange – aceitando as moedas digitais como pagamento em algum negócio ou ainda minerando. Essas são algumas das maneiras que você encontra criptomoedas.

A aquisição de cotas de fundos é uma das maneiras mais simples. A CVM – Comissão de Valores Mobiliários – permitiu que os fundos brasileiros fizessem investimentos indiretos em criptomoedas no exterior – adquirindo derivativos ou cotas de outros fundos.

Os fundos podem ser uma boa alternativa para quem deseja se expor ao mercado de criptomoedas, mas não se sente seguro para realizar isso sozinho.

Outra maneira de encontrar criptomoedas é através das exchanges (corretoras especializadas em criptomoedas). Para isso é necessário abrir uma conta na exchange, preenchendo um cadastro com dados pessoais.

Os dados que deverão ser informados e os mecanismos de segurança para os usuários, diferem de exchange para exchange.

Após o cadastro feito, basta transferir o dinheiro para a conta e começar a operar. Mas, vamos falar um pouco mais sobre como investir em criptomoedas.

Exchanges

Na corretora, o investidor pode ter acesso a um portfólio amplo de ativos, e possui a opção de definir manualmente o tamanho do aporte.

Os ativos adquiridos ficam custodiados, em princípio, na própria exchange, mas é possível transferi-los para qualquer lugar – como um “cofre” pessoal, chamado de wallet – mediante o pagamento de uma taxa, que costuma variar segundo a criptomoeda e também a corretora, pesquise sempre para verificar qual atende melhor os seus objetivos.

As exchanges com melhor reputação no mercado atualmente são: Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance, Bitso, CoinBase.

Wallets

Os investidores de longo-prazo de criptoativos costumam guardar esses investimentos na chamadas wallets, que funcionam como cofres pessoais.

A maioria faz isso quando investe um valor que considera relevante e por se sentir mais segura, uma vez que várias exchanges já sofreram ataques de hackers e os usuários perderam todo o dinheiro deixado lá.

Há dois principais tipos de wallets, as digitais e as físicas.

As digitais funcionam como um software protegido por senhas que você instala em seu computador/celular.

Já as físicas, funcionam como um pendrive criptografado e mais protegido. A grande vantagem da wallet física para a digital é que não basta um fraudador saber sua senha, ele precisa ter acesso ao seu dispositivo físico mesmo. Por isso, são consideradas mais seguras.

Wallets digitais conhecidas são: Jaxx Liberty, Trust Wallet, CoinBase Wallet, MetaMask. 

Wallets físicas famosas: Ledger e Trezor.

Alternativamente, para não precisar se preocupar com “guardar” suas criptos, é possível delegar esse trabalho para fundos de investimentos. 

Fundos de investimento

Fundos de criptomoedas permitem variar o aporte sem precisar conhecer a fundo os ativos que comporão o portfólio. Ao adquirir uma cota, o investidor delega a decisão para um índice pré-estabelecido ou a um gestor (no caso dos fundos ativos). Nesses casos, o investidor precisa pagar uma taxa de administração ou de desempenho, e não pode se apoderar dos criptoativos.

Pela norma da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), investidores comuns (varejo) só podem acessar os fundos que alocam até 20% em criptoativos, o que reduz as possibilidades de ganhos, mas também diminui significativamente o nível de risco. Nesta modalidade, o aporte mínimo costuma ser baixo, de a partir de R$ 1.

Já investidores qualificados podem acessar os fundos que alocam 100% em criptoativos, que exigem aporte mínimo alto, em geral de pelo menos R$ 5.000, mas são, em geral, os que dão o maior retorno.

Bolsa de Valores: fundo de índice – ETF

O HASH11 foi o primeiro ETF de criptomoedas da América Latina. Gerido pela Hashdex, é um dos maiores de renda variável da B3. O acesso, porém, ainda não é abrangente como acontece com ETFs de cripto no mundo afora.

Esse ETF, a compra acarreta exposição a seis criptomoedas, entre elas o Bitcoin e o Ethereum, com diferentes pesos calibrados pelo índice Nasdaq Crypto Index.

Além do HASH11, há outros ETFs disponíveis como os que só investem em Bitcoin (QBTC11 e BITH11) e os que só investem em Ethereum (ETHE11 e QETH11).

P2P (Peer- to-peer)

Essa é uma modalidade de investimento que envolve a negociação direta entre duas pessoas, o que requer uma cautela maior. Entre suas vantagens está a agilidade para receber as criptomoedas adquiridas após o envio do dinheiro, já que não é necessário criar uma ordem de compra, como ocorre nas exchanges.

É importante mencionar que, apesar da negociação individual, as leis brasileiras continuam exigindo que o comprador realize um cadastro.

Existem negociantes P2P independentes e aqueles que atuam em plataformas ligadas a corretoras. A LocalBitcoins e a Paxful são especializadas neste segmento. A Binance e outras estrangeiras, como a OKEx, também oferecem seção dedicada ao P2P.

Últimos pontos:

Antes de investir em criptomoedas, invista algumas horas para entender o funcionamento do mercado. Conhecimento nunca será em demasia.

Saiba equilibrar seus investimentos, criptomoedas são tidos como um investimento de alto risco. Diversifique seu dinheiro em diferentes tipos de investimento, que possuam riscos diferentes.

Tenha cuidado com “fórmulas mágicas”. Assim como em qualquer outro aspecto da vida, existirão pessoas oferecendo soluções mágicas para enriquecer. Não se deixe enganar por tais propostas, por isso, invista seriamente (e sendo repetitivos) em estudo sobre o mercado para não perder o seu dinheiro.

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Eu pago imposto sobre criptomoedas?

Sim.

Para pessoas físicas, o imposto que incide sobre os criptoativos é o Imposto de Renda, que deve ser recolhido sempre no mês subsequente ao ganho para evitar o pagamento de multa e juros. 

As alíquotas aplicadas são progressivas, de acordo com a tabela abaixo:

15% para ganhos até 5 milhões;

17,5% para ganhos entre 5 e 10 milhões;

20% para ganhos entre 10 e 30 milhões;

22,5% para ganhos acima de 30 milhões

Existe alguma isenção?

Sim. São isentas as vendas de criptomoedas no valor de até R$ 35.000,00 em um único mês, independente do lucro. Se o total de criptoativos no mês, ultrapassar esse valor, todo o ganho de capital que for relativo a essas vendas está sujeito a tributação, de acordo com as alíquotas informadas anteriormente.

Como eu pago esse imposto?

O imposto deve ser pago via DARF e será nesse ponto, na emissão e no cálculo da DARF que o Velotax aparece. O Velotax existe para facilitar a sua vida e evitar que você emita uma DARF de maneira errônea e tenha que realizar todo esse procedimento. Então…
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O Velotax é seguro?

Milhares de pessoas já emitem sua DARF pelo Velotax.

O Velotax é a plataforma mais conhecida do mercado para quem precisa emitir suas DARFs e pagar IR em criptomoedas.

São centenas de reviews positivos sobre o Velotax. Acesse o Trustpilot do Velotax e veja por si mesmo.

Além de ser a melhor plataforma para declarar IR sobre seus investimentos em criptomoedas, o Velotax é completamente gratuito.

Você não paga nada e pode ainda usar um serviço de primeiríssima classe. 

Tá esperando o que? #joganovelotax