Swaps: O que são e para o que servem

Oi Velotaxers, todos bem? Já ouviram falar em swaps? Sabe o que são e para o que eles servem? Não?

Então você está no artigo certo. Vamos esclarecer as maiores dúvidas que surgem quando o assunto é swaps e esclarecer que esse assunto, não é um bicho de sete cabeças. 

Portanto, sem mais delongas, vamos lá!

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O que são swaps?

Swap é uma palavra inglesa que significa troca. No mercado financeiro, esse termo é utilizado para falar de uma troca, de uma rentabilidade futura por outra, com um acerto de diferença a ser feito no vencimento do contrato. 

De uma forma simplificada, o swap consiste em um acordo em que duas partes trocam o risco de uma posição ativa (credora) ou passiva (devedora), em data futura, conforme os critérios que foram previamente estabelecidos. 

Tais trocas são muito comuns com posições que envolvem taxas de juros, moedas e commodities.

Essa troca representa um acordo entre partes que podem ser, duas empresas, dois investidores, uma empresa e um investidor, entre outras possibilidades. Esse acordo prevê valor de referência, prazo e qualquer outra condição e critério preestabelecido.

Os swaps são frequentemente utilizados em estratégias de proteção — ou hedge — que podem se estender por um longo período. É bastante comum que sejam adotados por empresas que podem estar expostas a variados tipos de riscos relacionados às suas atividades. No entanto, não são sinônimos, como eventualmente possa parecer.

Tipos de swaps

Os contratos de swap podem estar atrelados a diferentes ativos financeiros. Então, os agentes que dependem e são afetados pela variação desses ativos estão aptos a realizar os swaps.

Vamos entender os tipos de swap que ocorrem no mercado:

Swaps Cambial

Swap cambial é um termo utilizado para se referir à troca de moedas estrangeiras. É um contrato de troca de indexadores, sendo uma forma de gerenciar as taxas de reajuste. 

Esses tipos de contrato partem do Banco Central, que tem o intuito de aumentar a estabilidade do câmbio no país. Assim, nesse acordo, o Banco Central assume a responsabilidade de pagar a variação cambial do período. Enquanto isso, a empresa deverá arcar com uma taxa de juros, estabelecida previamente, somada às variações.

O swap cambial é uma ferramenta financeira importante e bastante utilizada por empresas, bancos e instituições de investimentos, com o fim de diminuir os riscos.

Então temos que, basicamente, consiste na troca de taxa de variação cambial, ou seja, a volatilidade do preço de certa moeda estrangeira por uma taxa de juros definida antecipadamente. 

Swaps de índices

Esses são um tipo de swap em que se permuta a rentabilidade associada a um índice de preços ou a um índice de ações. Como exemplo de índice de preços temos o IGPM e o IPCA e como exemplos de índices de ações temos o Ibovespa ou o IBrX-100 ou outros calculados pela B3.

Um exemplo de um swap de índice é o swap Ibovespa x taxa de DI onde trocam-se fluxos de caixa indexados ao retorno do Ibovespa, mais uma taxa de juro negociada entre as partes por fluxos indexados a uma variação ao DI — o contrário também pode ocorrer.

Swaps de taxa de juros

Aqui é um contrato onde acontece a troca de indexadores associados aos seus ativos ou passivos, sendo uma das variáveis uma taxa de juros. Então no swap de juros, uma das taxas é prefixada e a outra variável.

Após o período do contrato, cada uma das partes responde pela variação de uma das taxas. Então o lucro ou prejuízo obtido pelas partes nessa operação consiste na diferença entre a rentabilidade da transação à vista e a prazo.

Swap tradicional e swap reverso

Além dos tipos de swaps que vimos anteriormente, ainda temos mais uma divisão: o swap tradicional e o swap reverso. Vamos entender sobre isso:

Swap tradicional é o mecanismo de swap mais comum no mercado. Nele o Banco Central atua com o objetivo de conter altas repentinas do dólar. Isso porque um aumento forte e repentino da moeda pode impactar negativamente, por exemplo na inflação do país.

Em razão disso, o Banco Central oferece aos agentes de mercado, no contrato, a oscilação do câmbio acrescida de um cupom cambial. E a outra parte da operação, por sua vez, compromete-se a pagar a taxa de juros (que em geral é o CDI) do período da negociação desse swap.

No vencimento do contrato, há uma troca financeira do rendimento auferido pela variação dos indexadores no tempo do contrato. O que irá acarretar em: o agente que estava se protegendo do dólar paga ao Banco Central a variação do CDI e o Banco Central, na outra parte, paga a oscilação da moeda norte-americana.

Agora, o swap reverso ocorre quando o Banco Central está atuando contra uma queda da moeda, quando há necessidade de controlar as quedas mais bruscas do dólar, o que pode prejudicar algumas áreas, como as exportações.

O Banco Central oferece aos compradores os juros do período, já o investidor paga a oscilação cambial do período. Dessa maneira, os investidores podem se proteger da desvalorização acentuada do dólar.

Importante: o objetivo do Banco Central não é ganhar ou perder com essas operações (swap tradicional ou reverso) e sim tem o intuito de controlar as movimentações bruscas do dólar que impactam diretamente na inflação do país.

Esses contratos irão funcionar como uma espécie de garantia.

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Como funciona um contrato de swap?

Os contratos de swap são elaborados entre partes, que negociam apenas a rentabilidade (variação) das mercadorias e dos ativos financeiros. Em razão disso, não há troca do valor principal, mas da variação de cada indexador. 

Então, podemos dizer que no swap as partes assumem posicionamentos contrários em relação aos ativos. Afinal, cada um dos agentes pagará ao outro a variação de ativos predeterminados no contrato.

Como funciona a negociação de contratos de swap

Swaps são negociados principalmente no mercado de balcão e eles não seguem um padrão. Por esse motivo, a possibilidade de transferir a posição para outro investidor ou empresa, não existe. Quem faz um swap fica obrigado com o contrato, até o seu vencimento.

Ainda mais uma informação antes do fim: os swaps possuem uma característica que é semelhante à dos contratos a termo (que é diferente de derivativos como os contratos futuros): ao longo de toda a sua vigência, não há desembolso de recursos — ajustes diários que estão presentes no mercado futuro.

A liquidação das operações é financeira e realizada no vencimento do contrato, pela diferença entre os fluxos que foram trocados entre os investidores.

E o imposto de renda no swap?

Sim, temos imposto de renda sobre os ganhos obtidos com o swap. A maneira como o imposto será calculado para incidência funciona de forma muito parecida com as aplicações de renda fixa com suas alíquotas variando entre 15% a 22,5%, de acordo com o prazo da operação.

Mas temos uma informação importante: para empresas não-financeiras, a Receita Federal considera que, as operações de cobertura de risco (hedges), são dedutíveis em casos de perda, desde que haja a devida comprovação de cobertura de risco.

Chegamos então à parte fácil do nosso artigo: o Velotax!

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