Educação Financeira

Reserva de Emergência do MEI: 3 passos para montar a sua

Escrito e revisado por Victor Savioli, editor-chefe · Atualizado em 15 de maio de 2026
Artigo atualizado em 15 de maio de 2026 para refletir informações recentes.
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Assim como a pessoa física, é importante criar a sua reserva de emergência do MEI para se prevenir de qualquer eventualidade! 

A Reserva de Emergência do MEI, assim como a reserva de emergência de uma pessoa física, deve ser utilizada para lidar com imprevistos e gastos inesperados.

Todas as pessoas deveriam ter essa reserva em dinheiro, independentemente da sua ocupação e condição financeira.

Mas a reserva de emergência do MEI é ainda mais importante, principalmente quando o MEI é a sua única fonte de renda.

Se você não recebe salário fixo, os seus rendimentos podem variar muito de um mês para o outro, o que pode te deixar muito suscetível a imprevistos.

Em um mês ruim, com as vendas em baixa, é fundamental ter uma reserva de emergência do MEI para cobrir custos inesperados e manter o negócio funcionando.

Essa reserva pode ser usada para imprevistos pessoais como um conserto emergencial do carro ou um procedimento médico e, em alguns casos, também serve como capital de giro – valor em caixa que cobre os custos do negócio até o recebimento das vendas.

O importante é ter dinheiro suficiente guardado para lidar com qualquer situação sem comprometer as suas finanças ou se endividar com juros altíssimos por falta de planejamento!

E para cumprir todas as suas obrigações de MEI com a Receita Federal da forma mais fácil é só usar o Velotax!

Como montar uma reserva de emergência do MEI: em 3 passos

Montar uma reserva de emergência do MEI pode ser um desafio para quem não tem experiência com gestão financeira, mas foi pensando nisso que o Velotax separou esse passo a passo para te auxiliar!

Calcule os seus custos do MEI

O primeiro passo para montar uma reserva de emergência para MEI é levantar todos os custos que você tem com seu negócio.

Existem basicamente dois principais tipos de gastos:

  • Custos fixos: que são custos essenciais para o funcionamento da empresa que não variam conforme o ritmo de produção e vendas, como aluguel do espaço, folha de pagamento dos funcionários, despesas administrativas, internet, etc.
  • Custos variáveis: que são custos que variam de acordo com os resultados de produção e vendas, como as compras de produtos de fornecedores, comissões, impostos, etc.

E é importante ter esse valor contabilizado, pois você precisa saber primeiramente quanto custa manter seu negócio para definir o montante que precisa ser poupado como reserva de emergência do MEI.

Calcule seus custos pessoais

Como o MEI é uma empresa individual, se você não tiver uma reserva de emergência própria, é importante levar esses gastos em consideração, já que é natural que os custos pessoais influenciem nos resultados do negócio.

Contudo, nossa indicação é que você separe bem as finanças da sua pessoa física e da sua pessoa jurídica e monte uma reserva de emergência para a sua pessoa física e uma reserva de emergência do MEI, para não ter problemas!

Isso será particularmente importante se o MEI é sua principal fonte de renda e se o lucro é usado para pagar suas contas – realidade da maioria dos microempreendedores do país.

Então, você precisa calcular também seus custos mensais como aluguel, contas de consumo, fatura do cartão de crédito, plano de saúde, educação, transporte, entre outras obrigações que dependem do faturamento da empresa para serem pagas.

Organize-se para poupar

Para formar uma reserva de emergência do MEI, você precisa se organizar para poupar uma quantia mensal até atingir seu objetivo.

Para isso, é fundamental ter controle das suas finanças e saber quanto você está lucrando mês a mês.

É desse lucro que será retirada a parcela para a reserva de emergência do MEI todos os meses.

Pode ser que o valor corresponda a 5%, 10% ou até 20% dos seus rendimentos – tudo depende da sua meta e da sua capacidade de juntar dinheiro.

Mas atenção: cuidado para não considerar apenas o faturamento e acabar se esquecendo dos custos da empresa, pois o valor correspondente a sua remuneração é somente o do lucro líquido (lucro total da MEI após o desconto dos gastos e impostos).

Para te ajudar a se organizar, separamos uma lista de 5 ferramentas que vão te ajudar no seu dia a dia como MEI!

Quanto guardar na reserva de emergência do MEI?

Essa é uma questão muito particular, porque assim como funciona com a reserva de emergência da pessoa física, o valor da reserva de emergência do MEI varia conforme os custos do negócio e o padrão de vida de cada microempreendedor.

Por isso a importância de levantar os custos do MEI e seus gastos mensais.

A soma desses valores será a base para a formação da reserva de emergência do MEI, porque o dinheiro precisa ser suficiente para cobrir suas despesas em uma situação de urgência ou custear imprevistos.

Por exemplo, se você ficasse impossibilitado de trabalhar por 3 meses, como pagaria todas as suas contas e manteria o negócio?

E se tivesse que pagar por uma cirurgia muito cara ou fazer uma reforma de emergência em casa?

O ideal é que o microempreendedor individual tenha dinheiro guardado para se bancar por pelo menos 6 meses – que é um tempo estimado para que alguém consiga resolver situações que possam causar interrupção das atividades ou pelo menos obter uma nova fonte de renda temporária.

É claro que você pode demorar para chegar a esse valor, mas é importante ir aos poucos e manter uma meta mensal realista.

Guardando dinheiro para se manter por 3 meses, por exemplo, você já está muito mais seguro do que se não tivesse nenhum valor!

O que fazer com a reserva de emergência do MEI?

Depois que você juntou o dinheiro da reserva de emergência do MEI, é importante saber como gerenciá-lo. E hoje trouxemos algumas dicas para você:

Invista o dinheiro da reserva de emergência do MEI

Não é por que se trata de uma reserva de emergência que você deve deixar esse dinheiro parado. Muito pelo contrário: dinheiro parado perde valor!

Para preservar sua reserva de emergência do MEI e, ao mesmo tempo, fazê-la render, você pode investir o valor em aplicações de renda fixa, já que trata-se de uma categoria de investimentos que têm a rentabilidade conhecida no momento da aplicação, com baixo risco e alta liquidez.

A liquidez é a facilidade com que você pode resgatar a quantia aplicada sem perder dinheiro.

Existem vários produtos financeiros no mercado que oferecem essa conveniência e ainda rendem mais do que a poupança!

Escolha bem com o que gastar

Antes de recorrer à reserva de emergência, é importante se perguntar se a situação é realmente urgente e se você não consegue solucionar o problema de outra forma! A reserva de emergência do MEI deve ser utilizada somente em último caso!

Use como capital de giro

Se você não tem dinheiro em caixa para pagar uma dívida até o recebimento das vendas, vale muito mais a pena usar sua reserva de emergência do MEI do que buscar crédito no banco.

Depois que o faturamento entrar, você pode devolver o valor para a sua reserva, fazendo um “empréstimo consigo mesmo” – e sem os juros abusivos que um banco de cobraria!

Essa é uma prática saudável para manter um capital de giro no seu negócio e ter recursos para investir no crescimento do seu MEI.

Melhores aplicações para reserva de emergência do MEI

Se você pensou em colocar sua reserva de emergência do MEI na poupança ou deixar na conta corrente, saiba que essa não é uma boa ideia e existem aplicações muito boas para fazer seu dinheiro render com segurança.

Uma delas é o CDB (Certificado de Depósito Bancário), um dos investimentos mais populares da renda fixa que oferece opções de liquidez diária (resgate a qualquer momento) e boa rentabilidade.

Quando você compra um desses títulos, está fazendo um empréstimo ao banco e, em troca, recebe juros de acordo com o prazo e taxas acordadas.

Com a Taxa Selic (taxa de juros básica da economia) em alta, vale muito a pena aplicar sua reserva de emergência em investimentos atrelados ao CDI, já que ambos os indicadores estão muito próximos.

Outra aplicação interessante da renda fixa é o Tesouro Selic: um título público federal que paga a Taxa Selic como rentabilidade e também oferece liquidez diária no horário de funcionamento do Tesouro Direto.

Por fim, você também pode deixar seu dinheiro da reserva de emergência do MEI rendendo em fundos de investimento de renda fixa, que funcionam como condomínios de investidores e têm a vantagem da gestão profissional.

Tome cuidado apenas com as taxas de administração e prazos de resgate desses fundos. Como esse é um dinheiro para emergências, é importante que a sua liquidez seja imediata ou bem próximo da imediata.

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